02/02/2008

Ficção 1

(SARA abandona a festa e vai sentar-se sozinha na varanda. Olha pensativa para as mãos e tenta tirar o anel do dedo médio. JORGE junta-se a ela)
JORGE: Posso?
SARA (surpreendida): Hum?
JORGE: Problemas com jóias?
SARA: Os meus dedos parece que incharam de repente.
JORGE (pegando-lhe na mão): Com licença.
SARA (pouco à vontade): O que...
JORGE: Tenho um tio que é torneiro mecânico. A habilidade para resolver estes problemas é genética.
SARA (começando a sentir um certo prazer pelo toque das mãos dele): Oh...
JORGE (continuando a massajá-la): Porque é que foste dizer à Marta para se afastar de mim?
SARA (retirando a mão apressadamente): Tu não... (recompondo-se) Tu não és o homem certo para ela.
JORGE: Como é que sabes?
SARA: Há homens que namoram e são fiéis e querem ficar muito tempo com a mesma mulher. Eu sei que não és um deles.
JORGE: Falas com conhecimento de causa?
SARA: Isso não interessa.
JORGE: Nada me daria mais prazer que provar-te que estás enganada. Mas neste momento estou com a Marta. Por isso vou voltar lá para dentro e fazê-la sentir-se especial. Coisa que obviamente não sentes há muito tempo.
SARA: Não me conheces assim tão bem, Jorge.
JORGE: Mas um dia vou conhecer-te. E nesse dia vais ver como é sentir como a Marta se vai sentir esta noite.

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