12/01/2008

a minha vizinha do lado

tem um namorado novo.
conclusão:levam a noite toda a aquecer o planeta!
ainda por cima estão naquela fase de se conhecerem melhor e o acto tem vindo a prolongar-se...ontem estiveram a trabalhar para o aquecimento global pra cima de 2 horas!
e eu com isso? nada! não fosse o quarto deles gémeo do meu, absolutamente nada!

Fim do mês

SARA: Só tenho 100 Euros na conta e 75 estão reservados para uma depilação belga.
MARTA: Credo! O que é uma depilação belga?
SARA. É uma depilação igual às outras, mas doi tanto que a seguir como uma caixa inteira de chocolate.

pelo planeta terra!


vou ser forte, e sem grandes juízos de valor, passo a explicar...

andava eu a vaguear pela net quando descobri a seguinte notícia:
nos EUA, há um grupo de mulheres que acredita piamente que ao se esterilizarem, podem ajudar a salvar o planeta!
"ah...ok...há gente pra tudo!", pensam vocês..."eu também conheço um maluquinho que diz que se calçar 2 meias diferentes só morre depois dos 90!!!..."
tss, tss, tss...nada disso!
trata-se de pessoas, ou casais ditos normais, com idades compreendidas entre os 20 e os 40 anos, todos membros de instituições ou ONGS com preocupações ambientais e que decidiram racionalmente reduzir a sua "pegada de carbono"(que serve para medir o impacto ambiental da passagem de cada um de nós por aqui!)
é que, dizem eles, ter um filho aquece o planeta desde a sua concepção, polui, faz com que haja mais um a comer, a beber água, a ocupar um bocado de terra...enfim, a deixar as suas pegadas.

o mais perfeito milagre da natureza?!?...
qual quê!...CODE RED!!!
só gostava de saber quem é que fica cá para contar a história destes caramelos...

Alcochete Jamé

(á la Gatos) E não "Alcochete Jamais" já é marca registada... (??!!)



Bom dia!

Date quase tudo (Parte I)

Descontente com o rumo dos meus últimos posts, resolvi dedicar-me a outros temas e portanto aqui está o «Dita's Guide To Dates».
Date é um termo que entrou no vocabulário de todos os solteiros, alguns casados e quase todos os seres vivos. No dicionário diz que é o mesmo que datar (não interessa), encontro, namorar alguém e tâmara (pode interessar, desde que seja acompanhada por presunto). Tenho a certeza que, mesmo que não se encontre em nenhuma das categorias supracitadas, conhece ou viveu alguma história relacionada com encontros. Para os mais distraídos ou moradores do Cacém, o que pressupõe um date? A possibilidade de uma futura relação ou , no mínimo, uma cambalhota, com direito de opção sobre o pequeno-almoço na cama. E quem não teve já a sua dose de dates cujo desenrolar, ou desfecho seria digno de figurar na galeria das aberrações universais?
Tomemos o caso de P.. Rapariga expedita, conversadora e inteligente. Conhece R. num jantar em casa de amigos. Apesar de não terem trocado mais que 17 palavras um com o outro, por insistência da anfitriã, concordam em ir jantar sozinhos no dia seguinte. P. apesar de ser inteligente, era também um pouco lírica. Pensou, nervosa como seria aquele date. R. não era feio, nem vestia mal e tinha por hábito abrir as portas para as senhoras passarem. O que por si só já era um cheirinho a afrodisíaco.
P. continua solteira, mas ainda é lírica. R. revelou-se o maior contraceptivo à face da Terra, pois passou o tempo todo a falar do carro topo de gama que tinha comprado. O date acabou subitamente quando P. adormeceu em cima do cheesecake. Infelizmente casos como os de P. sobejam.
Em breve, aqui mesmo, e livre de qualquer encargo, o Girls In Loop oferecerá um curso intensivo de dating. Não perca por isso as próximas instalações do «Dita's Guide To Dates». O sucesso está garantido! Veja o meu caso... bom... se calhar é melhor não.

11/01/2008

Planos para o fim-de-semana...


ai...hoje não me apetece fazer um caracol!



a frase inicial era:"hoje não me apetece fazer nestum!"
mas como não encontrei nenhum prato de nestum digno do nosso blog, troquei pelo caracol que, por sinal é bem jeitoso!:)

bom fim de semana!

Gata

Arrastou-se para fora da cama. O que vale é que a semana estava a chegar ao fim. As manhãs têm sido dificeis ultimamente. Deve ser por causa do tempo. Tratou de tudo e saiu de casa. Esperava que o mundo não a desafiasse, porque hoje não se sentia forte. Mas havia de sobreviver.
Caminhou de cabeça erguida, mas não fitou ninguém, escondida por trás dos óculos escuros. Bem podia ir de olhos fechados - era igual (mas substancialmente mais perigoso). Hoje as pessoas com mau aspecto, ainda tinham aspecto pior. Devia ser do tempo.
Como um gato que não gosta de ser pegado ao colo sem que lhe apeteça, mas que tem muito aprumo no pelo, não havia de ser por causa de uns quantos rafeiros vadios que se desviaria do seu caminho (embora às vezes a tentação fosse grande).
Fechou a porta do gabinete e entregou-se ao trabalho sem paixão. Não era costume. Se havia coisa porque nunca tinha perdido a paixão era pelo trabalho. Mas hoje não. Devia ser por causa do tempo. O gato ronronava em fundo. Era o dia ideal para marradinhas. À tarde a preguiça é mais difícil de controlar.
Já era de noite quando saiu. Exausta. Encolheu-se no sofá e ficou assim. Hoje não tinha posto as garras de fora. Só lhe apetecia enroscar-se e adormecer. O tempo acaba por passar. E o gato veio aninhar-se aos seus pés.

Deixa morrer

Eu vi que eu sou capaz
Eu posso até sentir
Isso vai fazer-nos tão bem
Não nos deixei mentir
E agora tanto faz
Vou dar o mundo a quem

E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez

Amar é bom se houver
No fundo de um de nós
Alguma solidão
Eu calo a minha voz
É tão bom ser mulher
Descobrir quais são

E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrer

Se eu não for capaz
Eu espero vê-lo em ti
Eis como me ajudar
Sentir é não mostrar
E dar não é sentir
É morrer em paz

E aparece assim
Acendeu-se a luz
Estão vivos outra vez
Se é tão bom de ouvir
Vivo para ti
Até o nosso amor morrer

Mas deixa o nosso amor morrer

Manel Cruz / Peixe
O Monstro Precisa de Amigos


Depois de tanta conversa sobre o Manel Cruz... tive vontade... pena não conseguir pôr a música... a net está contra mim!!

10/01/2008

Olhos nos olhos

Joana - Sou casada. Espero que não ache que estou fora de moda.
Jorge - Ora essa. Tenho o maior respeito por um casamento feliz. Foi por isso que me divorciei.
Joana – Casamento feliz é uma expressão forte, tem um peso enorme. O que entende por casamento feliz?
Jorge - Desculpe, que idade tem?
Joana – ... Um cavalheiro, está visto...
Jorge – Por favor, não me diga que ainda espera dos homens atenções machistas... que não abordem a sua idade, que lhe abram a porta do carro e que lhe puxem a cadeira nos restaurantes?
Joana – Não está a confundir machismo com boa educação?
Jorge – Acho que não, mas também sei funcionar nesse registo. Seja qual for a sua idade, parece mais nova.
Joana – Obrigada. Tenho quarenta.
Jorge – Eu não dizia? Qual é o segredo? Ginásio, alimentação saudável ou consciência tranquila?
Joana – Acha possível chegar aos quarenta com a consciência tranquila?
Jorge – Possível talvez, uma seca com certeza! Mas não quero fugir à pergunta. Para mim um casamento feliz é não permitir que a rotina do dia-a-dia se instale.
Joana – Pfff... não admira que se tenha divorciado. Um casamento desses pura e simplesmente não existe!
Jorge – Então diga-me o que é para si um casamento feliz?
Joana – Feri o seu orgulho machista? Desculpe, não o fiz de propósito. Podemos substituir o feliz? Prefiro falar em casamento estável.
Jorge – Estável? Parece que estamos a falar de uma empresa.
Joana – Quase. Não é uma empresa, é um contrato.
Jorge – Bolas, isso parece um casamento pré-revolução industrial.
Joana – Não. É a descrição de um casamento depois de a paixão morrer. Ou acha que ela resiste aos anos?
Jorge – Não... mas pensei que se transformava noutros sentimentos. Não em duas assinaturas reconhecidas pelo notário.
Joana – Não exagere o meu exagero. Claro que existem laços e fortes. Mas chamar a isso felicidade... Vive-se a nostalgia do que se passou, é deprimente e claustrofóbico.
Jorge –Você consegue?
Joana – Eu? Nem morta!
Jorge – Então desisto! Faça-me um desenho. Não percebo nada!
Joana – E porque não? Nunca mais o vejo. Vou promovê-lo a desconhecido íntimo e contar-lhe. Mas atenção! Isto não lhe dá qualquer direito: ouve, cala-se e vai-se embora. É pegar ou largar.

Olhos nos olhos
JMV
(pequena adaptação)