09/01/2008

Fantasias

Todos temos fantasias.
Com alguém. Com várias pessoas. Com situações.
Na fantasia vale tudo.
Até coisas inconfessáveis. Daquelas que não contamos nem aos nossos melhores amigos.
A maior parte das vezes as nossas fantasias, não passam disso, de fantasias. Nem tão pouco queremos que elas se realizem. E se não as realizarmos elas não se transformam em insatisfação e muito menos em frustração.
São apenas fantasias.
O encanto das fantasias é mesmo esse. Não é necessário realizá-las. Bastam para nos excitar.
Aliás, quando se passa da fantasia à prática corremos o risco de que ela perca o seu encanto.
Depois de imaginarmos, vezes sem conta, uma situação ao seu mais infímo e maravilhoso pormenor, onde tudo é perfeito, ao passarmos à realidade.... as fantasias decepcionam quase sempre...

a música da semana

quer dizer...se nos apetecer, até poderá ser a música do dia, ou em alturas mais inspiradas, quiçá a música da parte da manhã...

esta é original dos britânicos THE ZUTONS, interpretada pela Amy Winehouse com a produção do DJ Mark Ronson.

está aí...do lado direito...iiissoo!:)

enjoy.
ou então põe em pausa...

O meu amor por ti é como uma cicatriz: feio mas para toda a vida

a lógica feminina


porque é que sempre que alguém nos dá uma no cravo, damos outra na ferradura?

eu explico:

porque é que vamos para o ginásio com genuína vontade, e não chegando a horas à aula pretendida nos vamos enfiar na primeira pastelaria que encontramos e devoramos 1 croissant com queijo, 1 fatia de bolo de chocolate e ainda enfiamos o chocolatinho quem vem com o café, lá dentro, não vamos ter uma hipoglicemia?!?...

porque é que saímos de casa, depois de jurarmos que "hoje não compro nem um alfinete", e quando voltamos a meter a chave à porta temos de entrar de lado porque os sacos que trazemos nas mãos não cabem de frente?!?...

porque é que nos arranjamos, nos maquilhamos, esticamos o cabelo e quando saímos de casa, achamos que somos a mulher mais feia do mundo?!?...

porque é que, no dia seguinte à maior ressaca da nossa vida, voltamos a beber?!?...

porque é que juramos que não fazemos aos outros o que não gostamos que nos façam a nós, e ao mesmo tempo, está a apetecer-nos saltar para a espinha do marido da nossa melhor amiga?!?...

...ficam as perguntas.

p.s.-por favor, refreiem os comentários básicos!
agradecida!

08/01/2008

Hoje...

Recebi este mail...

Alguém me anda a plagiar!!
Não sou eu! Juro!
Juro que não tenho uma vida paralela!

Amigas, acreditam em mim???
(Vocês sabem que eu não faria um concerto no Centro Cultural Juvenil Santo Amaro!!! Para mim nada menos do que uma Aula Magna... só daí para cima!)
Priscila???!!!! pfffffffff
Caos e loucura da dança explícita no público??!!
Aiiiiiiiiii!!


PRESS PLAY
CONCERTO DIA 12 DE JANEIRO ÀS 21H30 NO CENTRO CULTURAL JUVENIL SANTO AMARO (CASA AMARELA)

Lisa – programming/ bass player/ vocals
Playgirl – guitar player/ vocals

Duo feminino formado por Lisa (Dafne)e Playgirl (Priscila), formou-se em 2007 com o intuito de intervir activamente na cultura underground da Margem Sul.

PRESS PLAY, tem como principais influências: Peaches, Pj Harvey, Tsunamiz, Atari Teenage Riot, entre outros.

Desta forma o seu som classifica-se como electro minimalista com o poder do rock tocado e cantado com a forma sensual feminina.

O duo, não tem como objectivo a transmissão de qualquer tipo de mensagem procuram apenas a libertação, espontaneidade, caos e loucura da dança explicita no publico em concertos ao vivo.

"Objecto" de investigação

Ontem, altamente motivada pelo mais recente conteúdo do nosso blog, resolvi fazer um trabalho de investigação.
Essa investigação consistia numa maior proximidade com o povo do Cacém.
Vai daí resolvi entrar num chat… coisa que não fazia para aí há 8 anos (desde a idade adolescente, portanto ;) )… sim que mais proximidade do que isso é que não! Não vão as minhas calças Osklen ter um ataque de nervos e dar entrada no serviço de urgências do Júlio de Matos.

Primeiro pedi informações sobre um chat onde se pudesse entrar sem fazer 1.500 registos (não estava para perder muito tempo com a coisa).
A escolha recaiu sobre o IOL, cuja sede é em Queluz… logo, bem perto do Cacém. Melhor seria impossível!

Escolhi um nick. Apenas um nome feminino. Em escassos minutos tinha várias janelas a abrirem-se para falarem em privado comigo. (não sabia que o meu poder de sedução conseguia passar por um simples nick através de um ecrã ;) )

Os nicks que se viam nas janelas eram coisas bonitas como: Jeitoso ou Atrevidexxx. Pensei: OK, estou no sítio certo! Olá Cacém!

Ao abrir as janelas, todas, sem excepção, tinham a mesma palavra: oi. (estranhei)
A todas elas respondi educadamente com um: olá.

Ao abrir pela segunda vez cada janela, todas sem excepção, tinham a seguinte "coisa" escrita: ddtcl? (weird… será que estou a falar com a mesma pessoa em várias janelas e com nicks diferentes???)
Fiquei a olhar para aquele ddtcl… A pensar o queria aquilo dizer. Lá cheguei… eles queriam saber onde estava. Respondo.
Á terceira abertura de janelas, todas sem excepção, tinham escrito: idd?

Fiquei a olhar para aquilo e pensei: Deve haver um curso para participantes em chats e eu não sei de nada.
Ou porque raio fazem, todos, exactamente as mesmas perguntas, pela mesma ordem, e com as mesmas “siglas”?
Á terceira pergunta seguida, em linguagem estranha e pela mesma ordem, desisti!
Não valia a pena continuar ali. Não estava para perder o meu precioso tempo com pessoas que economizam nas palavras, lhes retiram todas as vogais e que estão todos automatizados, por um qualquer curso desconhecido.
Será esse curso leccionado no sub-mundo do Cacém?

Entretanto, em Pinheiro da Cruz

Querido Carlos Jorge,

Apesar de nos termos encontrado nestas circunstâncias tão adversas, percebemos que o que nos une é tão poderoso que jamais nos separará.
Como têm sido os seus dias? Desde que foi transferido para o Linhó, deixei de apreciar os passeios pelo pátio. E nem as longas horas de serviço à lavandaria fazem aplacar a doce mas dilacerante dor da saudade.
Seu. Sempre,
L.

Laurentino,

Foi a falta de melhor para fazer que me levou a escrever-lhe. Tendo já perdido conta ao número de vezes que lhe pedi para me deixar em paz, vejo-me forçado a mais uma vez e educadamente solicitar-lhe que pare de me declarar o seu amor eterno.
Se o voltar a fazer, peço a uns amigos para lhe fazerem uma reordenação dos ossos, deitando fora alguns que o meu caro precise, digamos, para andar.
Cumprimentos,
Cajó

Cajó,

Não sou dado a psicologias, mas demonstra uma atitude passiva-agressiva. O amor que por si nutro é tão bonito como os mais bonitos dias de Primavera. Um amor assim tão raro e insiste em ignorá-lo? Julga que esqueço a forma como me olhava cada vez que tomava duche? Como se pedisse para eu deixar o cair o sabonete. O sabonete e o que me resta de dignidade.
Pense em mim,
L.

Laurentino,

Se o «Doutor, Preciso de Ajuda» alguma vez vier a um estabelecimento prisional, pode ter a certeza que é na sua cara que vai aplicar os conhecimentos e sabe porquê? Porque em breve serei transferido para aí e faço questão de ser eu, pessoalmente, a retirar-te o intestino grosso por um ouvido!
Cajó

Carlos,

Fiquei ofendido, magoado, atónito até com as palavras que me dirigiu. O meu coração encontra-se irremediavelmente partido. Choro, mas nas sábias palavras de Donna Summer… «I will survive». Vou conseguir esquecê-lo. Nem que para isso tenha que ir para a a Internet achincalhar senhoras que desconheço com a minha prosápia mais ordinarona. Talvez assim encontre algum conforto para a minha desolação.
Somente,
L.

Fazer turismo no Cacém








What's not to like about Cacém?
Come and visit us! Cacém waits for you!
Please be aware, that you may find some dog poop on the sidewalks.
For more informations go to: http://www.jf-cacem.com.pt/


07/01/2008

news flash - news flash - news flash


O Girls In Loop soube em primeira mão que se prepara um abaixo-assinado dos moradores do Cacém com vista ao encerramento deste blog.

Acusadas por alguns habitantes mais enfurecidos de promover a descriminação, as contribuidoras negaram-se a prestar quaisquer comentários alegando que: «é impossível manter um diálogo com quem teima em falar e comer tremoços ao mesmo tempo». Uma das contribuidoras, de nome Mary Quant, viu mesmo a sua blusa Boss Orange carregar-se de pequenas partículas amarelas projectadas a partir da boca de um morador. A blusa encontra-se hospitalizada, mas fora de perigo.

Já Play Girl, outra das contribuidoras, mais dada ao diálogo inter-regional, tentou explicar que neste blog, «todos têm direito a expressar-se desde que mantenham o nível e não ofendam as anfitriãs». Um dos presentes retorquiu de imediato que «anfitrã é a sua mãezinha e a gente não vem práqui pa ser achincalhado».

Os moradores solicitaram ao elemento «mais sensato» do referido blog que explicasse esta embirração com a terra de onde é originária a... a... algo. Depressa perceberam que Dita, a suposta sensata, era tão ou mais estranha que eles próprios e propuseram a entrega da chave da zona, como símbolo de boa vontade. Mas só tinham chave para impedir as poucas pessoas de bom senso de fugirem dali para fora.

Amanhã teremos com certeza mais novidades desta tensa situação.

Diálogo II

Nota: Este texto foi muito difícil de escrever e sou bem capaz de ter avariado o corrector do Word com tanta calinada. No entanto, tudo a favor da arte :)... espero que gostem e boas viagens para o Cacém.

SÓRAIA: Apracestes tu? Olha, melher, ele também não apraceu. Filho de uma grande vaca cornuda – coitadinha da mãe dele qué uma jóia que inté me trouxe esta brochete da Feira do Relógio.

VÁNESSA: Ai crede, melher. Mas atão não lhe pregastes um valente dióspiro no meio da mona quando o vistes?

SÓRAIA: Pois mazé isso que te tou a dizer! Inda não vi aquela escarreta com olhos, pá! Eu ali à espera no meio do centre comercial, mortinha por ir com ele à Brechskra! E tu sabes como gosto de andar pelo centre ao domingo!

VÁNESSA: Eu não te queria dizer, mas acho que ele anda metido com outra!

SÓRAIA: (GRITA) Aiiiiii, aiiiii que me vai dar uma coisinha má! Tu agarra-me melher! Que eu vou-me a ele e arrabento-lhe com os fagotes enquanto o diabo esfrega um olho! E ela também leva na corneta para não ser putéfia!

VÁNESSA: Olha, amiga, se quiseres vou contigo. Para mim, gajo que põe os cornos numa das minhas amigas, passa imediatamente a saco de pancada! Mas… há um pequeno senão…

SÓRAIA: (AINDA AOS GRITOS) Aiiii melher, tu não me digas mai nada! Que eu ainda arranjo uma anjinha de peito e acabo numa cama de hospital!

VÁNESSA: Diz por aí na rua que ele também gosta de abafar a palhinha. De pegar de encontrão, de afagar o macaquinho…

SÓRAIA: Aiiii, amanda-me já um tiro! Eu não aguento isto! Cumé que tu descobristes isso tudo?

VÁNESSA: Na verdade… tu desculpa, amiga. Sabes que te estimo cumo uma irmã, mas o meu nome verdadeiro é Helder. Qué que queres, a gente aqui no Cacém tem que se entreter com alguma coisa. Eu descobri que gosto de me vestir de gaja e o Bruno Vanderlei engraçou comigo.

SÓRAIA: Olha que esta… eu devia ter desconfiado quando me dissestes que tinhas um problema hormenal e que era por isso que tinhas pelo no peito. Quer isso dizer que és homem-sexual?

VÁNESSA: Não. Quer isto dizer que me podes ver todas as quartas-feiras no karaoke do restaurante «O Cantinho da Buraca». O meu nome artístico é Lita Lotus…cumó carro, tás a ver?